Poema: A Maria Imaculada (Santa Elisabete da Trindade)

 



A Maria Imaculada (8 de dezembro de 1897)


Oh, guarda-me sempre casta e pura,


Preserva-me de toda a falta,


Vela com cuidado sobre meu fraco coração


Para que agrade ao Bem-Amado Salvador.


Que se pareça a um jardim solitário,


Que Jesus se agrade deste canteiro,


Que se digne visitá-lo muitas vezes,


Oh, que Ele aí permaneça constantemente,


Que Ele seja o Rei, o único apoio,


O Esposo enfim, o divino Amigo,


E que visitando-o a toda a hora


Nela faça a sua demora.


Porque meu coração está sempre com Ele,


E noite e dia pensa sem descaso


No Celeste e divino Amigo


A quem queria demonstrar sua ternura.


Também se eleva a Ele de desejo:


Não morrer, mas longamente sofrer,


Sofrer para Deus, dar-Lhe sua vida,


Rezando pelos pobres pecadores.


Oh, tal é minha santa inveja!


Da imortal e santa Pátria,


Virgem bendita, Ó doce Maria,


Tu velarás sobre meu débil coração.


Tu o guardarás sempre casto e puro


Preservando-o de toda a falta


A fim de que agrade a meu doce Salvador.