LIVRO
9:
O BATISMO E A VOLTA PARA A ÁFRICA
Resumo: Agostinho
finalmente se converteu, e agora agradece a Deus pela sua graça. Decide
abandonar a carreira de professor de retórica, e passa a viver em uma casa no
campo com Alípio e outros amigos. Nesse tempo, sofre também com problemas na
garganta, devido ao seu uso constante na oratória, e que usará como desculpa
para deixar as suas aulas. Fala sobre dois amigos, Verecundo e Nebrídio, que têm
reações diferentes à sua conversão: Verecundo é dono da fazenda onde estão hospedados,
e não deseja que eles se convertam, enquanto Nebrídio se aproxima cada vez mais
dos amigos e abraça a fé definitivamente. Começa a rezar os salmos, e pede
conselho de leituras de santo Ambrósio, que lhe recomenda o livro de Isaías,
mas não consegue lê-lo ainda. Finalmente, pede o Batismo junto com Alípio e seu
filho Adeodato, e reflete sobre os sentimentos e emoções experimentados no
Batismo, recebido no Sábado Santo. Fala também sobre Adeodato, que faleceria pouco
tempo depois. Testemunha a introdução do canto litúrgico e dos Salmos em Milão,
que antes era um costume somente dos orientais. Também presencia alguns
milagres diante das relíquias dos mártires. Decididos a voltar para a África, sua
mãe falece em Óstia, porto próximo de Roma. Fala sobre seus últimos dias com a
mãe, quando ela lhe diz que Deus atendeu a suas preces, e pode ver o filho católico
antes de morrer. Narra os seus sofrimentos, de seu filho e de seu irmão durante
os funerais, e como o testemunho de vida de Mônica os encheu de esperança. Por
fim, agradece a Deus pela sua vida e a dela, e conclui as suas Confissões.
Algumas pistas para a reflexão...
+ Agostinho rejeita o
ensino da retórica. Mesmo sendo algo bom lecionar, ele se preocupa com a soberba
e a vaidade, da qual está repleto ainda, e precisa se conformar com os condicionamentos
que lhe são impostos. Quantas coisas boas podem nos levar à soberba e vanglória
mesmo dentro da Igreja? Quais instrumentos Deus nos concede para evitar essas coisas?
+ Agostinho nos ensina a
rezar os Salmos como se fossem nossas próprias palavras dirigidas a Deus. Ele
também revela que se aproximou do livro de Isaías e o achou incompreensível,
mesmo já sendo um homem considerado por seu conhecimento filosófico e
sabedoria. Qual nossa atitude diante da Sagrada Escritura? Nossa atitude é a de
quem se debruça com humildade, ou de “entendidos” que buscam fazer a própria
interpretação?
+ Mônica tinha vício na
bebida, e depois de ser alvo de deboche de uma empregada, conseguiu se livrar dele.
Como acolhemos as críticas e censuras de que somos alvos? Qual a diferença de um
deboche e uma correção fraterna?
+Qual a nossa postura
diante da morte? Somos iguais ao Agostinho que chorou a morte de um amigo como se
fosse o fim de tudo, ou ao Agostinho diante da morte de sua mãe?
+ Qual a sua impressão ao
ler essas Confissões de Santo Agostinho?
