Escrita por santa Elena Guerra, em preparação à solenidade de Pentecostes
† Sinal da Cruz
Oração inicial:
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da Terra!
Oremos: Deus que instruístes os corações dos Vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito, e gozemos sempre de Suas consolações, por Cristo, Senhor Nosso. Amém!
Apresente as suas intenções. Peça também pelas intenções do santo padre, o papa, do bispo diocesano e do nosso Apostolado.
Oração antes da meditação
Ó Divino Espírito, que pela Igreja sois chamado Criador, não somente porque és em relação a nós, criaturas, mas também porque movendo nas nossas almas, santos pensamentos e afetos, criais em nós aquela santidade que é obra Vossa! Venha também sobre nós a Vossa benéfica virtude e, enquanto nós Vos honrarmos com este devoto exercício, digne-se a visitar com a Vossa Divina Luz a nossa mente e com Vossa Suprema Graça o nosso coração, para que as nossas orações subam agradáveis a Vós e, do Céu, desça sobre nós a abundância de Vossas divinas misericórdias. Amém!
Meditações
O Espírito Santo habita em nós
É esta uma consoladora verdade expressa no Evangelho (cf. Mt 10, 20) e confirmada pelo Apóstolo Paulo quando escreve aos Coríntios: “Não sabeis que o Espírito Santo habita em vós? E não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo?” É também por isso que a Igreja Católica se alegra em chamar o Divino Espírito de “Doce Hóspede da Alma”. Hóspede que reveste da graça santificante, que irriga da divina luz, que a faz capaz de obras merecedoras da vida eterna.
Segundo São Tomás, o Espírito Santo é para nossa alma o que a alma mesma é para o nosso corpo. E assim como um corpo não pode viver sem a alma, uma alma privada do Espírito Santo é morta, morta para a graça, morta ao santo amor e incapaz de conquistar méritos para o Céu. Ai de quem expulsa com o próprio pecado o Doce Hóspede da Alma, porque expulsa o amor, a graça e perde a própria vida.
Sim, ó cristão, o Espírito habita em ti. E se tens fé, deves estar convicto sempre desta verdade: nunca te encontrarás sozinho. Está contigo o Doce Hóspede da Alma. Está contigo de dia e de noite, na fadiga e no repouso, na deficiência e na prosperidade. Contigo estará (e mais o do que nunca) na oração e na tribulação. Ah, se tu soubesses te valer da presença de um amigo tão bom e poderoso!
Se nas tentações, nos perigos e nas angústias te recordasses que possuis o Espírito Santo dentro de ti e se a Ele recorresses prontamente quando preocupasses teu pequeno coração!
Pare o teu pensamento algumas vezes durante o dia na consideração desta dulcíssima verdade: o Espírito Santo habita em mim! Se pensares assim, não terás apenas alegrias, mas também novas forças para avançar nos caminhos da virtude.
Momento para meditação pessoal
Ó Altíssimo Deus, que em tudo sempre sois admirável e grande, mas ainda mais nas obras de amor, elegestes a alma cristã para Vosso Tabernáculo e não só lhe conferistes Vossos bens, mas doastes a Vós mesmo.
Ah! Se a Vossa bondade fosse ao menos apreciada por algumas almas e se Vós não fosses tão contristado e ofendido por essas almas que deveriam amar-Vos tanto!
Arrependo-me, ó Sumo Amor, de ter tantas vezes, também eu, Vos contristado com a minha frieza, esquecimento e ingratidão. Arrependo-me também de ter-Vos expulsado do meu coração e dado lugar ao Vosso eterno inimigo, o pecado, e com esse, o demônio. Mas sei que uma sincera lágrima de arrependimento servirá para chamar-Vos. Sei que Sois mais amoroso que uma doce mãe. Sois sempre pronto a perdoar. Por isso, com confiança, Vos digo: vem ó Espírito Santo, vem a esta alma que não quer mais contristar-Vos nem ofender-Vos jamais.
Se oportuno, faz-se um momento de oração e meditação pessoal.
Oração Final:
Ó prometido e suspirado Consolador, Espírito Santo, procedente do Pai e do Filho, que escutando a unânime oração dos discípulos do Salvador, fraternalmente reunidos no Cenáculo, descestes para consolar e santificar a Igreja nascente: sede propício às nossas súplicas, reacendei o Vosso Divino Fogo nos corações dos homens. Fazei resplandecer a Vossa luz até os confins da Terra, chamai novamente ao seio da Mãe Igreja Romana todas as igrejas separadas.
Ó Espírito Santo, que sois o Amor, piedade de tanta mediocridade e de tantas almas que se perdem! Fazei com que rapidamente aconteça aquilo que Davi profetizava dizendo: “Mandai o Teu Espírito”. Fazei-nos novas criaturas e assim renovareis a face da Terra. A partir desta consoladora profecia, unidos em oração, como nos ensina a Igreja, com plena confiança repitamos: enviai o Vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da Terra!
Reza-se o Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.
Encerramento (Veni Creator)
em português
Vem, Espírito Criador!
Vinde Espírito Criador, a nossa alma visitai
e enchei os corações com vossos dons celestiais.
Vós sois chamado o Intercessor de Deus excelso dom sem par,
a fonte viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar.
Sois o doador dos sete dons e sois poder na mão do Pai,
por Ele prometido a nós, por nós seus feitos proclamai.
A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor,
nossa fraqueza encorajai, qual força eterna e protetor.
Nosso inimigo repeli, e concedei-nos a vossa paz,
se pela graça nos guiais, o mal deixamos para trás.
Ao Pai e ao Filho Salvador, por vós possamos conhecer
que procedeis do Seu amor, fazei-nos sempre firmes crer.
Amém!
Em latim
Veni Creator Spiritus!
Veni, creátor Spíritus
mentes tuórum vísita,
imple supérna grátia,
quæ tu creásti, péctora.
Qui díceris Paráclitus,
altíssimum donum Dei,
fons vivus, ignis, cáritas
et spiritális únctio.
Tu septifórmis múnere,
digitus patérnæ déxteræ,
tu rite promíssum Patris
sermóne ditans gúttura.
Accénde lumen sénsibus,
infúnde amórem córdibus,
infírma nostri córporis
virtúte firmans pérpeti.
Hostem repéllas lóngius
pacémque dones prótinus;
dúctore sic te prævio,
vitémus omne nóxium.
Per te sciámus da Patrem
noscámus atque Fílium,
teque utriúsque Spíritum
credámus omni témpore.
