A oração a São Miguel Arcanjo
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio! Ordene-lhe Deus, instantemente o suplicamos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai ao inferno satanás e todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Assim seja.
A oração a São Miguel Arcanjo em latim
Sancte Michael Archangele, defende nos in praelio,contra nequitias et insidias diaboli esto praesidium: Imperet illi Deus, supplices deprecamur, tuque, Princeps militiae caelestis, satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo,divina virtute in infernum detrude. Amen.
Não existe um relato histórico definitivo sobre o que exatamente aconteceu com o papa Leão XIII para que, na década de 1880, escrevesse a conhecida oração a são Miguel Arcanjo. Entretanto, testemunhos presenciais asseguraram que o pontífice teve uma visão na qual Satanás apareceu, o que o motivou a pedir a intercessão de São Miguel para toda a Igreja.
No livro “Um exorcista conta-nos”, do falecido exorcista italiano Gabrielle Amorth, narra-se que um sacerdote chamado Domenico Pechinino conhecei pessoalmente o que levou o papa Leão XIII a escrever a oração.
Este relatou o seguinte: “Não recordo o ano exato. Uma manhã, o Sumo Pontífice Leão XIII tinha celebrado a Santa Missa e estava assistindo a outra, de agradecimento, como era habitual. Logo, eu o vi levantar energicamente a cabeça e, em seguida, olhar algo por cima do celebrante. Olhava fixamente, sem piscar, mas com ar de terror e de espanto, desfigurado. Algo estranho, grande, ocorria com ele”.
“Finalmente, como voltando em si, com um rápido mas enérgico gesto levanta-se. Ele é visto se encaminhar ao seu escritório particular. Os familiares o seguem com pressa e ansiedade. Dizem a ele em voz baixa: ‘Santo Padre, não se sente bem? Precisa de alguma coisa?’. Resposta: ‘Nada, nada’. Depois de meia hora, chama o secretário da Congregação dos Ritos e, entregando-lhe uma folha, manda imprimi-la e enviá-la a todos os bispos diocesanos do mundo”, disse.
“O que continha? A oração que rezamos ao final da Missa junto com o povo, com a súplica a Maria e a ardorosa invocação ao príncipe das milícias celestiais, implorando a Deus que volte a lançar Satanás ao inferno”, concluiu.
A oração de São Miguel se acrescentou em 1886 às outras “orações Leoninas” que o papa havia mandado recitar depois de 1884.
Segundo a tradição, o que motivou o papa Leão XIII a escrever a oração foram as terríveis imagens que viu e escutou.
“Vi demônios e ouvi seus gritos, suas blasfêmias, sua zombaria. Ouvi a voz sinistra de Satanás desafiando Deus, dizendo que ele poderia destruir a Igreja e levar o mundo inteiro para o inferno se tivesse tempo e poder suficientes. Satanás pediu a Deus permissão para ter 100 anos para poder influenciar o mundo como nunca havia sido capaz de fazer antes”, disse.
A prática da oração a São Miguel esteve vigente até antes das reformas litúrgicas do Concílio Vaticano II. Entretanto, os fiéis podem continuar com esta devoção de modo privado.
