A oração do Rainha do Céu, ou Regina Cæli, substitui a oração do Angelus (O Anjo do Senhor anunciou a Maria...), tradicionalmente rezado ou cantado às 6, às 12 e às 18 horas, durante o período da Páscoa, que vai do Domingo da Ressurreição do Senhor até o Pentecostes.
Em português:
V/. Rainha do Céu, alegrai-Vos, aleluia.
R/. Porque quem merecestes trazer em vosso seio, aleluia.
V/. Ressuscitou como disse, aleluia.
R/. Rogai a Deus por nós, aleluia.
V/. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia.
R/. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia.
Oremos. Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei-nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.
Em latim:
V/ Regína Cæli, lætáre, alleluia;
R/ Quia quem meruísti portáre, alleluia;
V/ Resurréxit, sicut dixit, alleluia;
R/ Ora pro nóbis Deum, alleluia.
V/ Gaude et lætáre, Virgo Maria, alleluia.
R/ Quia surréxit Dóminus vere, alleluia.
Oremus. Deus, qui per resurrectiónem Filii tui Dómini nostri Jesu Christi mundum lætificáre dignátus es: præsta, quæsumus; ut, per eius Genitrícem Vírginem Mariam, perpétuæ capiámus gáudia vitæ. Per eumdem Christum, Dóminum nostrum. Amém.
A origem dessa oração:
Segundo algumas lendas e tradições antigas, na madrugada depois do Sábado Santo (ou seja, já no domingo), enquanto Maria Madalena e as outras mulheres preparavam os unguentos para ungir o Corpo de Cristo no sepulcro e são João ia se encontrar com os outros apóstolos, a Virgem Maria permaneceu em casa, em oração e confiante nas promessas de seu Divino Filho de que Ele ressuscitaria. Estando perto do nascer do sol, uma multidão de anjos se aproximou da Virgem, cantando o Regina Cæli e proclamando que o Senhor havia ressuscitado. Então o próprio Senhor se aproximou de sua Mãe e a saudou. Em algumas regiões da Europa, especialmente na Itália, isso é representado em uma procissão após a Vigília Pascal, onde a imagem de Cristo ressuscitado é levada até a imagem de Nossa das Dores.
Essa oração foi revelada ao papa são Gregório Magno, por ocasião de uma grande peste em Roma. O papa foi eleito após a morte de seu antecessor, Pelágio II, tido por alguns como a primeira vítima da peste. Assim que empossado, Gregório Magno convidou todo o povo e todo o clero de Roma a fazerem penitência, e ordenou uma Litania Septiforme, ou seja uma procissão geral do clero e da população romana, formada por sete cortejos que confluíram à Basílica Vaticana.
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Junto da ponte que une a cidade ao castelo, inesperadamente ouviu-se um coro que cantava, por cima da sagrada imagem: “Regina coeli, laetare, Alleluia!”, ao qual São Gregório respondeu: “Ora pro nobis Deum, Alleluia!”.
Após o canto, os anjos se colocaram em círculo em torno do quadro. São Gregório Magno, erguendo os olhos, viu sobre o castelo Sant’Angelo um anjo exterminador (segundo a tradição seria o própria São Miguel Arcanjo) que embainhou a espada, como sinal do fim da peste.
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