São José, o esposo de Maria!

 



"A partir desse momento, José e Maria pertenciam definitivamente um ao outro. Estavam unidos diante de Deus e diante dos homens"


Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo (Mt 1, 16)


O evangelho de São Mateus nos diz que José, depois da aparição do Anjo, fez o que lhe tinha sido prescrito: recebeu Maria em sua casa. O que provavelmente quer dizer que, enquanto estiveram unidos apenas pelos esponsais, o costume ainda não lhe concedia o direito de admiti-la em sua casa; e que, portanto, ambos se apressaram  a ratificar pela cerimônia do casamento a união que tinham contraído.

Quaresma com São José

 


Como tempo especial de conversão e discernimento da nossa vida cristã, a Quaresma nos lembra a cada dia, seja na liturgia e seja nos exercícios espirituais que nos são propostos, a contemplação do mistério da Cruz de Jesus Cristo.


O Diretório para liturgia e a piedade popular, afirma que os fiéis, “contemplando o Salvador crucificado, entendem mais facilmente o significado da imensa dor injusta que Jesus, o Santo e Inocente, padeceu pela salvação do homem, e compreendem, desse modo, o valor do seu amor solidário e a eficácia do seu sacrifício redentor” (n. 127).

O homem justo - o esposo

 



O HOMEM JUSTO - O ESPOSO


17. No decorrer da sua vida, que foi uma peregrinação na fé, José, como Maria, permaneceu fiel até ao fim ao chamamento de Deus. A vida de Maria foi o cumprimento até às últimas consequências daquele primeiro fiat (faça-se) pronunciado no momento da Anunciação; ao passo que José - como já foi dito - não proferiu palavra alguma, aquando da sua «anunciação»: «fez como o anjo do Senhor lhe ordenara» (Mt 1, 24). E este primeiro «fez» tornou-se o princípio da «caminhada de José». Ao longo desta caminhada, os Evangelhos não registram palavra alguma que ele tenha dito. Mas esse silêncio de José tem uma especial eloquência: graças a tal atitude, pode captar-se perfeitamente a verdade contida no juízo que dele nos dá o Evangelho: o «justo» (Mt 1, 19).


É necessário saber ler bem esta verdade, porque nela está contido um dos mais importantes testemunhos acerca do homem e da sua vocação. No decurso das gerações a Igreja lê, de maneira cada vez mais atenta e mais cônscia este testemunho, como que tirando do tesouro desta insigne figura «coisas novas e coisas velhas» (Mt 13, 52).

As ferramentas de São José

 





Trabalho. Oração. Golpe de martelo. Serragem que cai no chão e que será recolhida com cuidado no final do dia. O carpinteiro trabalha com atenção. É “um homem comum, em quem Deus confiou para realizar coisas grandes” (É Cristo que passa, 40). Coisas grandes que acontecem ocultamente. Pequenas coisas que se tornam grandes, ao ritmo do cinzel e da serra.


“Em Nazaré, José devia ser um dos poucos artesãos, se não o único. Possivelmente, carpinteiro. Mas, como costuma acontecer nas pequenas povoações, também devia ser capaz de fazer outras coisas: pôr em andamento um moinho que não funcionava, ou consertar antes do inverno as fendas de um teto. José devia tirar muita gente de dificuldades, com um trabalho bem acabado. Seu trabalho profissional era uma ocupação orientada para o serviço, tinha em vista tornar mais grata a vida das outras famílias da aldeia; e far-se-ia acompanhar de um sorriso, de uma palavra amável, de um comentário dito como que de passagem, mas que devolve a fé e a alegria a quem está prestes a perdê-las” (É Cristo que passa, 51).

Quaresma com São José

 



A Quaresma é aquele tempo especial na liturgia da Igreja que precede e preparanos para a celebração anual da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.


Por isso mesmo, é tempo oportuno e especial para a escuta da Palavra de Deus e para atender ao seu chamado à conversão através da oração, do jejum e da esmola (cf. Mt. 6, 1-6. 16-18).

Pai trabalhador

 



Um aspecto que caracteriza São José – e tem sido evidenciado desde os dias da primeira encíclica social, a Rerum novarum de Leão XIII – é a sua relação com o trabalho. São José era um carpinteiro que trabalhou honestamente para garantir o sustento da sua família. Com ele, Jesus aprendeu o valor, a dignidade e a alegria do que significa comer o pão fruto do próprio trabalho.

O silêncio e a contemplação do mistério

 


São Lucas apresenta a Virgem Maria como "desposada com um homem chamado José, da Casa de David" (Lc 1, 27). Porém, é o evangelista Mateus que oferece o melhor destaque ao pai putativo de Jesus, ressaltando que, através dele, o Menino estava legalmente inserido na descendência davídica e assim realizava as Escrituras, em que o Messias era profetizado como "filho de David". Contudo, o papel de José não pode certamente reduzir-se a este aspecto legal.


Ele é modelo do homem "justo" (Mt 1, 19), que em perfeita sintonia com a sua esposa acolhe o Filho de Deus que se fez homem e vela sobre o seu crescimento humano. Por isso, nos dias que precedem o Natal, é mais oportuno do que nunca estabelecer uma espécie de colóquio espiritual com São José, para que ele nos ajude a viver em plenitude este grande mistério da fé.


O amado Papa João Paulo II, que era muito devoto de São José, deixou-nos uma admirável meditação a ele dedicada, na Exortação Apostólica Redemptoris custos, "Guardião do Redentor". Entre os numerosos aspectos que salienta, dedica uma evidência particular ao silêncio de São José.


O seu silêncio é permeado de contemplação do mistério de Deus, em atitude de total disponibilidade à vontade divina. Em síntese, o silêncio de São José não manifesta um vazio interior mas, ao contrário, a plenitude de fé que ele traz no coração, e que orienta todos os seus pensamentos e todas as suas ações. Um silêncio graças ao qual José, em uníssono com Maria, conserva a Palavra de Deus, conhecida através das Sagradas Escrituras, comparando-a continuamente com os acontecimentos da vida de Jesus; um silêncio impregnado de oração constante, de oração de bênção do Senhor, de adoração da sua santa vontade e de confiança sem reservas na sua providência. Não se exagera, se se pensa que precisamente do "pai" José, Jesus adquiriu no plano humano aquela vigorosa interioridade, que é o pressuposto da justiça autêntica, da "justiça superior", que um dia Ele ensinará aos seus discípulos (cf. Mt 5, 20).


Deixemo-nos "contagiar" pelo silêncio de São José! Temos tanta necessidade disto, num mundo muitas vezes demasiado ruidoso, que não favorece o recolhimento, nem a escuta da voz de Deus.


Cultivemos o recolhimento interior, para acolher e conservar Jesus na nossa vida.



Bento XVI, Angelus, 18 de dezembro de 2005.

O depositário do mistério de Deus

 


4. Quando Maria, pouco tempo depois da Anunciação, se dirigiu a casa de Zacarias para visitar Isabel sua parente, ouviu, precisamente quando a saudava, as palavras pronunciadas pela mesma Isabel, «cheia do Espírito Santo» (cf. Lc 1, 41). Para além das palavras que se relacionavam com a saudação do anjo na Anunciação, Isabel disse: «Feliz daquela que acreditou que teriam cumprimento as coisas que Ihe foram ditas da parte do Senhor» (Lc 1, 45). Estas palavras constituíram o pensamento-guia da Encíclica Redemptoris Mater, com a qual tive a intenção de aprofundar o ensinamento do Concílio Vaticano II, quando afirma: «A Bem-aventurada Virgem Maria avançou no caminho da fé e conservou fielmente a união com seu Filho até à Cruz», (Const. dogm. sobre a Igreja Lumen gentium, n. 58) «indo adiante» (n. 63) de todos aqueles que, pela via da fé, seguem Cristo.

O silêncio de São José e a Quaresma

 



São José orienta-nos a viver intensamente a Quaresma - tempo que a Igreja nos propõe uma mudança de vida


É fato e notório a todos os cristãos, sejam católicos ou não, que os Evangelhos sinóticos são Cristocêntricos, isto é, foram escritos com o objetivo de a anunciar a vinda, morte e ressurreição de Jesus. Por esta razão, tudo mais que ocorre ao longo destes textos sagrados ficam em “segundo plano”, são relatos que acrescentam as ações de Nosso Senhor, mas não as sobrepõem. Isto se nota, por exemplo, quando São João Batista diz: “Importa que Ele (Jesus) cresça e que eu diminua” (Jo 3,30). Neste sentido vê-se que há um silêncio total de São José. Não há um versículo sequer em que ele diz uma palavra.


Ora, o que se pode aprender de um homem que nada fala?

Oração à Sagrada Face de Cristo (Santa Teresa de Lisieux)

 


Ó Face adorável do meu Jesus, beleza sem igual, que arrebatastes o meu coração... transformai-me à vossa imagem e semelhança, de modo que, contemplando Vós a minha pobre alma, acheis nela o retrato da vossa... Por vosso amor resigno-me a viver na terra, privada da doçura do vosso olhar... renuncio também às vossas divinas caricias... uma só coisa Vós peço, que me abraseis no vosso divino amor, para que ele me consuma rapidamente e me faça aparecer diante de Vós. Amém.


Ó pequeno Menino Jesus, meu único tesouro, abandono-me aos vossos divinos caprichos, não quero outra alegria, senão a de Vós fazer sorrir. Concedei-me as vossas graças e as vossas infantis virtudes, afim de que, no dia de meu nascimento para o Céu, os Anjos e os Santos me reconheçam como vossa pequena esposa. Amém.

Breve reflexão para o Natal

 


"A Manjedoura e a Cruz erguem-se nos extremos da vida do Salvador. Aceitou a manjedoura, porque não havia lugar na hospedaria; aceitou a Cruz, porque os homens disseram: 'Não queremos esse Homem para nosso rei'. Repudiado na entrada, rejeitado na saída, foi reclinado num estábulo emprestado, no princípio e num sepulcro emprestado, no fim. Um boi e um jumento rodearam o presépio de Belém; dois ladrões haviam de ladear a Cruz no Calvário. Ao nascer foi envolto em paninhos; na sepultura, repousaria de novo sobre panos, símbolos das limitações impostas à sua Divindade ao tomar a forma humana. Se nos dobrarmos diante d'Ele encontraremos, no entanto, um Menino sentado no regaço de Sua Mãe com o mundo em equilíbrio entre Seus dedos". 

Venerável Fulton Sheen - Vida de Cristo

Uma oração de São João Paulo II ao Menino Jesus

 

Oração de São João Paulo ao Menino Jesus

Na noite de Natal de 24 de dezembro de 2003, o então papa João Paulo II proferiu na Basílica de São Pedro uma de suas mais belas homilias. Os 3 últimos parágrafos desta constituem uma poesia que ele direciona ao Menino Jesus, e que trazemos abaixo transcrita.