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Texto: Particular clemência de Maria para com os pecadores (Santo Afonso Maria de Ligório)

 



Particular clemência de Maria para com os pecadores


“Consentis, Senhor, que façamos descer fogo do céu e os consuma?” – assim perguntaram ao Mestre João e Tiago, quando os samaritanos se recusaram a receber Jesus Cristo e sua doutrina. Respondeu-lhes então o Salvador: Não sabeis de que espírito sois? (Lc 9,55). Queria dizer: Sou de um espírito todo de clemência e doçura; para salvar e não para castigar os pecadores, vim do céu e vós quereis vê-los perdidos? Falais em fogo e castigo? Calai-vos e nisso não me faleis mais, porque não é esse meu espírito! Ora, sendo o espírito de Maria completamente semelhante ao de seu Filho, não podemos pôr em dúvida seu natural compassivo. De fato, é chamada Mãe de Misericórdia e foi a própria misericórdia de Deus que tão compassiva e clemente a fez para todos. Assim o revelou a própria Virgem a Santa Brígida. Por isso representa-a São João revestida do sol: Apareceu um grande sinal no céu; uma mulher vestida do sol (Ap 12,1). Comentando o trecho, diz São Bernardo à Virgem: Senhora, revestistes o Sol (Verbo Divino) da carne humana, mas ele vos revestiu também de seu poder e de sua misericórdia.

Leitura: Ó nome de Maria, tu és o meu amor (Santo Afonso Maria de Ligório)

 



Grande Mãe de Deus e minha Mãe, ó Maria, é verdade que eu não sou digno de proferir o vosso nome; mas vós, que me tendes amor e desejais minha salvação, concedei-me, apesar de minha indignidade, a graça de invocar sempre em meu socorro vosso amantíssimo e poderosíssimo nome. Pois é ele o auxílio de quem vive e salvação de quem morre.

 

Reflexão: Maria não pode deixar de amar-nos (Santo Afonso Maria de Ligório)

 

 

Maria não pode deixar de amar-nos

 

Se, pois, Maria é nossa Mãe, consideremos quanto ela nos ama. O amor dos pais para com os filhos é um amor necessário. E esta é a razão, adverte Santo Tomás, por que, pondo a divina lei preceito aos filhos de amarem os pais, não pôs preceito expresso aos pais de amarem os filhos. Pois o amor aos próprios filhos é amor com tanta força imposto pela mesma natureza, que as mesmas feras mais cruéis, como disse Santo Ambrósio, não podem deixar de amá-los.